
Nessas férias de janeiro retornei ao Hotel Fazenda Caluje, com a Rebeca. Algumas pessoas me perguntam porque sempre o Caluje. Converso com várias que adoram ir a todos os hotéis fazenda que podem, e dizem que é bom conhecer todos. Não acho isso ruim, mas eu serei sincera: não consigo. Caluje pra mim tem gosto e cheiro de infância. Traz memórias do meu pai, que amava o lugar. Traz lembranças de quando erámos ainda os quatro: eu, meu irmão, minha mãe e meu pai.
Agora somos eu e Rebeca, e não consigo descrever a alegria de ver minha filha curtindo cada momento por lá, vivenciando a mesma expectativa que eu vivenciava quando meu pai falava que íamos para o Caluje, que na época não era um décimo do que é hoje, claro.
Então, não... Até acredito que o Ribeirão, Frade, Santa Bárbara, Gamela, Villa Forte, e quantos mais existirem possam ser tão bons quanto e ainda melhores. Mas nennhum deles vai encher meus olhos de lágrimas quando, à noite, ando sozinha por aqueles jardins, lembrando de quando andava por lá com meu pai, falecido já há 8 anos.
E agora temos mais motivos. A recreação conquistou a Rebeca e a mim também. Já temos nossos lugares favoritos, acomodações favoritas, épocas favoritas. Até a moça da Central de Reservas já é "amiga". Como abrir mão do jeitinho carismático de segunda casa que o Caluje proporciona?
Eu só desejo que, quando minha filha crescer, possa guardar as boas recordações vividas por lá com o mesmo carinho que eu guardei, e quem sabe, viajarmos um dia para o Caluje com meus netos. ;-)
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